Sem teto e com fome | MTST leva alimentos e itens básicos à população de rua

Além de levar cestas básicas e kits com itens básicos para as famílias carentes sem-teto que mais precisam nesta quarentena, o MTST também tem um trabalho de apoio e solidariedade com a população em situação de rua, que por sua vez vive uma situação ainda mais delicada.

Com a pandemia, as pessoas andam nas ruas cheias de inseguranças. E o primeiro grupo afetado por esta insegurança — e desconfiança — da sociedade são as pessoas em situação de rua. A dificuldade que eles têm de conseguir conseguir uma moeda para matar a fome, nestes tempos de Covid-19, aumentou consideravelmente. Muitos têm medo de chegar perto deles.

Diante deste cenário, as marmitas entregues pelo MTST oferecem uma ajuda momentânea mas de extrema importância para essas pessoas.

O núcleo envolvido nesta tarefa conta com diversas pessoas de diferentes regiões da região do ABC Paulista. Entre os envolvidos estão: Anderson Dalecio, Dayane, Fabiano, Ana Paula, Luana, Eduardo (Du), Carlucio, Joanice (Jô), Thiago, Michelly, Natália, Ediane, Bertolino, Cleiton e Jeferson, militantes do MTST, além do próprio coordenador nacional do movimento, Guilherme Boulos.

Já foram atendidos mais de 10 bairros em 3 cidades diferentes. Em São Bernardo do Campo, os bairros Faria Lima, Centro, Chácara Inglesa, Vila São Pedro e Vila Gonçalves. Em Diadema, os bairros Canhema, Campanário, Serraria, Centro e Casa Grande. E, em Santo André, os bairros Sacadura Cabral e Príncipe de Gales.

Os olhos brilhando e os agradecimentos da população em situação de rua traz um sentimento gratificante, mas ao mesmo tempo revoltante. Pessoas que sempre foram invisibilizadas, agora vivem um dos momentos de maior fragilidade de suas vidas. Deveria ser tarefa do estado ter um olhar mais cuidadoso com elas. Como não podemos deixá-las à própria sorte, a solidariedade mais uma vez se mostra fundamental.

Cada história que contam vai mostrando a grandeza de cada um ali, naquela situação difícil. A empatia é grande entre elas, que sempre pensam no próximo ao pegar uma marmita e, em caso de já terem refeição garantida para aquele dia, indicam quem precisa mais naquele momento. Poderiam guardar outra marmita para comer no dia seguinte, mas ao saber que outros também precisam e que a ajuda não é suficiente para acabar com a fome de todos, a honestidade e humildade se mostram características marcantes nesta parcela tão marginalizada.

Também é bastante comum dividirem comida entre si. Durante a ação na Vila São Pedro, uma família pegou 4 marmitas, mas ainda faltavam 3 crianças ali presentes. Ao notarem que não havia mais refeições, eles se dispuseram a dividir entre eles para que todos ali pudessem comer, conta Dalecio, num relato emocionado. Empatia, solidariedade e resistência são palavras que ajudam a definir um pouco essas pessoas.

Para além das refeições, devemos cobrar projetos do governo municipal, estadual e federal para maior cuidado da população em situação de rua. Entre tantas famílias contempladas com o sonho da casa própria por projetos de moradia popular do MTST, pouquíssimas são de pessoas que chegaram ao extremo de dormirem nas ruas.

O MTST carrega em seu nome os sem-teto — quem não tem habitação própria, vive de favor ou sofre sem conseguir pagar o aluguel, ou mesmo passando necessidades para não atrasá-lo — e vai sempre olhar para os mais necessitados com todo o carinho e cuidado que merecem. Se o governo e parte da população invisibiliza — quando não marginaliza — essas pessoas, dentro do MTST elas sempre serão vistas e lembradas como pessoas com história, dignidade e importância.

Resistiremos juntos!

>> Você também pode ajudar nessa luta ao contribuir com a campanha do Fundo Emergencial, clicando aqui.

MTST, A LUTA É PRA VALER

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