Quem mandou matar? | 160 dias sem ela: família de Marielle sofre ameaças

Em reunião com secretário de Segurança do Rio de Janeiro, general Richard Nunes, na segunda (20), a irmã, o pai e a mãe de Marielle cobram medidas de segurança.

Arielle Franco, irmã da vereadora Marielle. | Foto por Fernando Frazão/Agência Brasil

A família da vereadora Marielle Franco se reuniu na segunda-feira (20) com o secretário de Segurança do estado do Rio de Janeiro, general Richard Nunes. No encontro, os familiares da vereadora alertaram sobre ameaças com discurso de ódio sofridas pelas redes sociais e pessoalmente.

“Tanto eu quanto a Mônica [Benício, viúva de Marielle] temos recebido ameaças desde o início. Desde que a gente tomou a frente para falar”, contou Anielle Franco, irmã de Marielle, à Rede EBC. Segundo a professora, o secretário garantiu que medidas serão tomadas e que a família terá uma resposta em breve. Arielle estava na reunião com a mãe, Marinete da Silva, o pai, Antônio Francisco da Silva, e a diretora executiva da Anistia Internacional Brasil, Jurema Werneck.

Werneck comentou que os dirigentes da Segurança do Rio deram boas notícias. A diretora conta que foi anunciada a entrada no caso do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (GAECO), do Ministério Público (MP-RJ), além da criação de uma comissão independente, proposta pela Anistia.

No dia 14 de agosto, a família de Marielle e a Anistia Internacional entregaramum ofício aos responsáveis da Segurança Pública do Rio, que exige respostas do crime que matou a vereadora e o motorista Anderson Gomes, em 14 de março de 2018.

 

 

Fonte: Vice Brasil

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