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Por que os caminhoneiros pararam o Brasil e por que devemos apoiá-los?

30 de maio de 2018

O brasileiro e a brasileira não aguentam mais. Desde julho de 2017 a gasolina aumentou 50%, o diesel em 52% e o gás de cozinha em 67%. Em 17 dias foram 11 aumentos no preço dos combustíveis.

O Brasil assiste desde o dia 21 de maio à crise de combustíveis causada pelo governo Temer e pela gestão de Pedro Parente à frente da Petrobras. São praticamente 10 dias de paralisações em mais de 500 pontos espalhados por estradas e rodovias de todo o país, numa greve de caminhoneiros histórica que tem desafiado analistas e ganhado a simpatia da população.

A greve acontece porque caminhoneiros e motoristas em geral viram sua renda diminuir drasticamente pois o frete de produtos não compensa mais, já que o preço do diesel subiu drasticamente nos últimos meses. Enquanto isso, milhões de famílias tiveram de usar o fogão a lenha por não poderem pagar o botijão de gás.

Em 17 dias que antecederam à greve, foram 11 aumentos de preços nos combustíveis, puxados pela alta do dólar e pelo preço do petróleo no mercado externo. Desde julho do ano passado o preço da gasolina aumentou 50,04%, do diesel em 52,15% e o do gás de cozinha em 67,8%.

Isso é o reflexo da política de preços implementada pelo presidente da Petrobras, Pedro Parente, que privilegia os acionistas ao invés do povo brasileiro ao mandar o petróleo extraído aqui no Brasil ser refinado no exterior. É como plantar e colher as laranjas para comprar o suco pronto de fora por um preço maior.

A Petrobras é pública e tem capacidade para produzir o nosso próprio combustível, atendendo praticamente 100% da demanda nacional.

No entanto, Pedro Parente mudou a política da empresa nos últimos anos ao decidir que ela deveria, em primeiro lugar, dar lucro aos donos de ações e recuperar seu “valor de mercado”. Essa opção joga para escanteio o povo brasileiro, que desde 2016 ficou refém dos preços do dólar e do barril do petróleo no mercado internacional.

Muitas pessoas têm apontado para a corrupção instalada na Petrobras há décadas, uma prática condenável que atravessou diversos governos nos últimos anos, quando políticos desviavam dinheiro público da empresa para causa própria ou para seus partidos. No entanto, se esquecem que o Brasil jamais viveu uma crise como essa ou nada parecido antes.

Isso evidencia o motivo dos aumentos e, também, a sua solução: a demissão imediata de Parente, o fim dessa política de reajustes e a defesa da Petrobras como empresa pública, patrimônio dos brasileiros e brasileiras.

A greve dos caminhoneiros que parou o Brasil é legítima, porém, durante os protestos outra bandeira também tem chamado a atenção e assustado: os pedidos por intervenção militar. Intervenção militar NÃO é a solução!

Sob o poder de uma ditadura não podemos nem mesmo ir às ruas protestar, como estamos fazendo. O regime militar trouxe torturas, assassinatos, censura e corrupção. O bolo cresceu e nunca foi dividido com os mais pobres: a desigualdade aumentou.

A saída é uma só: mais poder para o povo! Mais democracia! Nós mesmos decidirmos a política de preços da Petrobras! Nós mesmos decidirmos como a Petrobras e o Brasil serão geridos! Nós exigimos a redução imediata dos preços dos combustíveis e do gás, que a Petrobras sirva ao povo brasileiro e não ao lucro estrangeiro!

Em defesa da democracia! Intervenção não é a solução!

#ForaParente

#ForaTemer

#contraoaumentodocombustível

#emdefesadaPetrobras