Imprensa Argentina: Lula anuncia que cumprirá mandado de prisão e indica seus políticos preferidos

A cobertura da imprensa nos países vizinhos foi tão intensa quanto no próprio Brasil.

Lula no discurso deste sábado quando anunciou que cumprirá mandado de prisão | Foto por Leonardo/Reuters

Buenos Aires, 7 de abril de 2018 (atualizada às 14h19)

No discurso, transmitido ao vivo pela TV TN (Todo Noticias), de Buenos Aires, e por sites de notícias do Uruguai e de outros países da região, o ex-presidente anunciou que cumprirá o mandado de prisão.

“Vou atender o mandado (de prisão)”, disse rodeado por políticos e sindicalistas e diante de apoiadores.

Lula disse que não é contra a Lava-Jato, que defende investigações, mas disse ser um político “indignado” e “injustiçado”.

Ele reiterou que não é dono do apartamento triplex no balneário do Guarujá, em São Paulo, pelo qual foi condenado a 12 anos e um mês de prisão.

Nas redes sociais, seus seguidores destacaram – em português e em espanhol – frases do seu discurso, como a de que foi condenado por tirar milhões da pobreza, e por querer que os pobres tivessem acesso à educação e ao consumo.

Na véspera, grupos de apoiadores de Lula protestaram contra sua prisão em frente à embaixada do Brasil, em Buenos Aires. Em Montevidéu, a mulher do ex-presidente José ‘Pepe’ Mujica, a senadora Lucía Topolansky, liderou ato contra a prisão de Lula.

Lula destacou nomes de políticos de outras legendas (AP Photo/Andre Penner)

Lula destacou nomes de políticos de outras legendas | Foto por Andre Penner/ AP Photo

 

No discurso, Lula fortaleceu o lulismo. Pouco falou sobre seu partido, o Partido dos Trabalhadores (PT), e ao contrário do esperado citou mais os políticos de outras legendas do que os de sua agremiação.

Lula chamou o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, à primeira linha do palco do seu discurso. Haddad simplesmente acenou para o público e voltou para o fundo do palco.

Lula deu maior ênfase para Manuela D’Ávila, do PC do B, que ficou quase todo o tempo ao seu lado, e para o pré-candidato ao Palácio do Planalto pelo PSOL, Guilherme Boulos.

Boulos é coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e Manuela, jornalista, também é pré-candidata a presidente. Os dois fizeram forte campanha para a não detenção de Lula.

O tabuleiro da campanha política brasileira está em movimento.

 

Por Marcia Carmo

Fonte: El Clarín em português

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