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Guilherme Boulos aposta na tática do ‘porta a porta’ para alavancar candidatura

3 de julho de 2018
Foto por Mídia Ninja

Com 1% das intenções de voto, de acordo com a última pesquisa divulgada, no dia 28 de junho, pelo Ibope, o pré-candidato à Presidência da República Guilherme Boulos (PSOL) acredita que pode crescer na disputa, quando observa que, em um cenário sem o ex-presidente Lula (PT), aumenta o número de eleitores (40%) sem candidato. No entanto, o presidenciável, que cumpriu agenda, em Fortaleza, no mesmo dia de seu adversário, Jair Bolsonaro (PSL), defendeu a participação do petista na disputa e disse que manterá a sua candidatura mirando na juventude e na tática do “porta a porta”.

Para Boulos, as eleições deste ano no Brasil serão as mais imprevisíveis dos últimos 30 anos, porque, segundo ele, existe um nível de descrença generalizada na política. Em entrevista ao Diário do Nordeste, na Assembleia Legislativa, onde concedeu entrevistas para a imprensa, o pré-candidato do PSOL disse, inclusive, que a prisão do ex-presidente Lula (PT), rechaçada por ele, é outro fator que contribui para a crise sobre a classe política.

Ao ser questionado sobre o seu desempenho nas pesquisas eleitorais, em que aparece oscilando entre 0% e 1% nos últimos levantamentos divulgados pelo Ibope e pelo Datafolha, e os desafios que vê para crescer na disputa, Boulos minimizou os percentuais e disse que o cenário ainda está “aberto”, principalmente, se observado o número de eleitores que declaram voto branco ou nulo, ou mesmo daqueles que não sabem ou não respondem aos levantamentos.

De olho em alavancar a sua candidatura, aproveitando esse “espaço” “vazio”, Guilherme Boulos disse que está focando no diálogo com a juventude e na prática do “porta a porta” durante incursões pelo País.

“Nós achamos que temos um enorme espaço pra crescer com olho no olho, com porta a porta, até porque as pessoas estão cansadas desse tipo de campanha fake, campanha feita por marqueteiro, que o candidato fala o que não pensa, não fala o que acha, fala o que mandam falar para dar voto e o povo está começando a se dar conta que isso não leva a lugar nenhum. Estamos com mais de 350 grupos de ações, iniciativas espontâneas das pessoas a partir da plataforma virtual para organizar a campanha pelo País”, contou.

O pré-candidato do PSOL, que aposta numa aliança com o PCB para as eleições, defendeu uma renovação “profunda” no Congresso Nacional, não apenas de nomes, mas de práticas.

 

Por Letícia Lima

Fonte: Diário do Nordeste