Centrais apoiam greve dos caminhoneiros. São Paulo terá manifestação

Presidente da CUT diz que constantes altas de preços de combustíveis têm reflexo nos preços de outros produtos importantes para o consumo. Ato pedirá redução no preço do botijão de gás

Uma cena que há tempos não se via: fila de carros em postos de gasolina em Brasília | Foto por Marcello Casal Jr.

Representantes de centrais manifestaram apoio à greve dos caminhoneiros, por seu caráter de defesa de uma nova política de preços para a Petrobras. Na tarde desta quinta-feira (24), está prevista uma manifestação diante da sede da empresa em São Paulo, na Avenida Paulista, também para cobrar redução do gás de cozinha.

A população precisa apoiar este movimento que não é somente contra o reajuste dos combustíveis, é contra a privatização da Petrobras. O governo está utilizando esses aumentos para defender a venda da estatal”, afirma o presidente da CUT, Vagner Freitas. “O Brasil tem de extrair o petróleo e refinar aqui, como era feito antes desse governo. Só assim conseguiremos baratear os combustíveis“, acrescenta.

Segundo ele, atualmente 25% do produto é importado e ainda há uma previsão de privatizar quatro refinarias. “Com isso, milhares de empregos serão perdidos aqui enquanto fora do país são gerados novos postos de trabalho.”

Para o dirigente, a paralisação dos caminhoneiros é um movimento legítimo diante da política de um governo ilegítimo. Os aumentos nos preços dos combustíveis, diz, torna inviável o sustento do profissional, pois o valor da frete não cobre os reajustes. Além disso, os constantes aumentos têm reflexos nos preços de outros produtos importantes no consumo diário, como gás e pão.

A CTB também considera justo o movimento. “O pleito corresponde também aos interesses majoritários da sociedade. A nova política de preços para o diesel, a gasolina e outros derivados do petróleo, estabelecida pela direção da Petrobras em meados do ano passado, é particularmente danosa para os caminhoneiros, mas prejudica também os agricultores, outros ramos da economia e os consumidores em geral”, afirma o presidente da central, Adilson Araújo. “O mesmo raciocínio se aplica ao gás de cozinha, hoje inacessível para milhões de brasileiros, forçados a usar o fogão a lenha, com notórios prejuízos para a saúde e o meio ambiente.”

 

Fonte: Rede Brasil Atual

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