Após ser filmado beijando outro homem, PM é vítima de homofobia

O PM está afastado por problemas de saúde e voltará ao cargo no próximo dia 11

Após ser filmado beijando namorado em metrô, PM é vítima de homofobia | Reprodução/Facebook

Recentemente, um vídeo que mostra o Policial Militar de São Paulo Leandro Prior beijando outro homem viralizou nas redes sociais. O que era apenas uma demonstração de amor entre duas pessoas que se gostam, acabou se tornando um problema para a vida do agente, que, por causa da repercussão, passou a ser vítima de homofobia e tem recebido ameaças de morte.

Nas imagens, Prior aparece em um vagão da linha 2 do metrô paulista e, em determinado momento, troca carícias com seu parceiro, cuja identidade é desconhecida.

Após a gravação viralizar, o agente passou a receber ameaças de morte, tanto vindas de internautas, quanto de policiais militares, colegas de profissão de Leandro.

Ao portal UOL, o advogado do PM, José Beraldo, informou que no momento em que o vídeo foi gravado, Prior “estava voltando para casa e deu um selinho de despedida. Agora ele está sofrendo ameaças de morte”.

“Estão falando que vão matá-los a pedradas. Não pode. Isso é crime de ódio, além de homofobia. A Constituição brasileira proíbe qualquer tipo de discriminação”, afirmou Beraldo.

Ainda segundo o advogado, Leandro registrou dois boletins de ocorrência: um por homofobia e outro por crime cibernético. Além disso, a defesa do agente pedirá ainda a retirada dos vídeos da internet, bem como a identificação dos responsáveis pela gravação.

Atualmente, Prior “está passando por um estresse profundo” e encontra-se afastado dos serviços até a próxima quarta-feira, 11.

Em um comunicado, a Polícia Militar informou que Leandro Prior passará por uma apuração administrativa por parte da corporação por demonstrar “postura incompatível com os procedimentos de segurança que se espera de um policial fardado e armado, que exigem que esteja alerta”.

Por fim, a PM afirmou que investigará as ameaças de morte que estão sendo feitas ao policial.

 

Fonte: Catraca Livre

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