Após questionamento de Guilherme Boulos em debate, Bolsonaro demite funcionária ‘fantasma’

Primeiro candidato a fazer perguntas durante o debate da Rede Bandeirantes, na última quinta-feira, dia 9, Guilherme Boulos foi certeiro: questionou o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, sobre a Wal, funcionária ‘fantasma’ que recebeu dinheiro público durante 15 anos para cuidar dos cães do deputado de extrema-direita. O escândalo de corrupção, desvendado pelo jornal Folha de S. Paulo no início de 2018, voltou à tona graças ao questionamento de Guilherme Boulos — candidato à Presidência pela aliança PSOL, PCB e movimentos sociais, como o MTST.

Após gaguejar e nitidamente perder a calma, Bolsonaro tentou remediar a saia justa durante aquele que foi o primeiro debate entre os presidenciáveis — ainda que, no programa da Band, tenha faltado um candidato: Lula. Pois nem uma semana após a pergunta de Boulos reacender a polêmica da “Wal do Açaí”, Jair Bolsonaro decidiu demitir a mulher de 50 anos que comercializa alimentos, como o açaí, em Angra dos Reis, interior do Rio de Janeiro.

Nesta segunda-feira, 13 de agosto, Bolsonaro se mostrou preocupado e arrependido por ter mantido Walderice dos Santos da Conceição como sua assessora parlamentar. Desde 2003, Wal recebia R$ 1.416,33 mensais advindos do dinheiro público. De acordo com as regras da Câmara Federal, assessores parlamentares devem trabalhar, no mínimo, oito horas diárias exclusivamente para o gabinete para o qual estão contratados. O claro gesto de corrupção do candidato que se diz diferente de “tudo o que está aí”, e que supostamente daria fim à bandalheira de Brasília (ainda que faça parte da mesma, há décadas), demonstra que Bolsonaro é apenas mais do mesmo.

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