Um ano depois, área está ociosa

Camila Brunelli
Do Diário do Grande ABC

Quase um ano depois da saída do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) do terreno perto do aterro e da favela Espírito Santo, no bairro Cidade São Jorge, em Santo André, a área continua à espera de uma destinação.

Na ocasião, a Prefeitura argumentou usaria a área – que tem cerca de 40 mil metros quadrados e abrigava 500 barracas – para construção de um centro de reciclagem, mas até agora as obras não saíram do papel.

O detalhe é que, ao redor do terreno, alguns barracos já foram construídos (pela segunda vez), espremendo cada vez mais a área onde seriam montados os galpões para triagem de materiais recicláveis.

Como trata-se de uma área de risco, algumas famílias já haviam sido removidas da parte mais perigosa da favela Espírito Santo. Com a área livre e sem sinalização, novos moradores foram chegando. “Aqui, quando chove, todo mundo desce”, disse uma moradora, referindo-se ao pé do morro.

O Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André) confirmou que planeja usar o espaço para esse fim, principalmente incluindo as cooperativas de reciclagem no processo, mas que o projeto ainda está em “fase de estudos.”

A previsão é que haja definição sobre o destino do terreno no começo de junho

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