Povo Sem Medo de SBC é alvo de ataque fascista e reage com mobilização

Foto por Mídia Ninja

Após manifestação contrária convocada por movimentos fascistas e de ultra-direita, a Ocupação Povo Sem Medo de São Bernardo foi alvo de um ataque violento. No sábado, dia 16 de setembro, um disparo de arma de fogo foi efetuado em direção aos acampados do terreno de 60 mil m², que já reúne mais de 7 mil pessoas. A origem do disparo é um condomínio de classe média no entorno do acampamento.

Aldinei Serapião da Silva foi atingido no braço esquerdo, num momento em que diversas crianças encontravam-se no acampamento. Após ser socorrido no Pronto de Socorro Central de São Bernardo do Campo, Aldinei teve o projétil retirado durante cirurgia, recebendo alta no domingo, e agora já passa bem.

Em resposta, o MTST, outros movimentos sociais, sindicatos, diversos parlamentares e 15 mil manifestantes condenaram o atentado. O Movimento dos Trabalhadores Sem Teto enfatizou que o disparo partiu de um dos condomínios residenciais localizados ao lado da ocupação.

Guilherme Boulos, coordenador nacional do movimento, classificou o episódio como um ataque fascista e afirmou que o MTST não vai retroceder. Afinal, a ocupação faz parte da luta legítima por moradia e direitos sociais.

“Foi um gesto de intolerância, um verdadeiro atentado contra os trabalhadores sem teto que estão aqui fazendo a sua luta legítima e pacífica. É uma demonstração do nível a que chega um sentimento antipopular, de setores da classe média, um atentado fascista. O movimento já respondeu, num primeiro momento, denunciando criminalmente essas pessoas, fazendo a denúncia pública. Agora, com esse grande ato que contou com vários aliados e apoiadores, o movimento vai responder permanecendo firme na resistência. Se o responsável por esse gesto acha que vai intimidar a luta do povo, não está entendendo nada”, discursou Boulos.

Na tarde deste domingo, 17, cerca de 15 mil pessoas se reuniram na Ocupação Povo Sem Medo de São Bernardo para demonstrar solidariedade à luta do movimento, além de repúdio pelo ataque violento do dia anterior. Além da multidão, vereadores, deputados e outros parlamentares fizeram parte do ato.

Entidades também repudiaram o ataque por meio de nota. CUT, MST, CNM, PT, PSOL e várias outras entidades sociais transmitiram solidariedade ao MTST e à ocupação.

MTST, A LUTA É PRA VALER!

Com informações da Rádio Brasil Atual

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