Ocupação Marielle Vive protesta, monta lona e consegue abrir diálogo com proprietário

O Movimento dos Trabalhadores Sem Teto parou o coração financeiro de São Paulo mais uma vez. Na tarde e noite da quinta-feira, 28 de junho, foi a Ocupação Marielle Vive que marchou na avenida Paulista e pelas ruas da região, até ocupar a entrada do prédio do Conjunto Nacional, onde o proprietário do terreno ocupado possui um renomado escritório de advocacia: Suchodolski Advogados Associados.

MTST procurava abrir diálogo com o dono da área de 50 mil metros quadrados, abandonada há cerca de 50 anos e numa localidade demarcada pelo poder público como ZEIS (Zona Especial de Interesse Social) — ou seja, região que deve, por lei, ser destinada para moradias populares. Para contactar Beno Suchodolski, uma comissão tentou subir ao escritório, o que foi impedido pela Polícia Militar. As negociações entre movimento e proprietário tiveram de acontecer por telefone.

Do lado de fora, todos os G’s da ocupação de mais de 3 mil famílias em Pirituba, zona norte da cidade, gritavam e cantavam, reforçados pelas buzinas que muitos e muitas portavam. Uma lona preta chegou a ser devidamente montada, na parte da quadra da rua Augusta, simbolizando às autoridades e ao dono do terreno que a luta não se encerraria sem uma resposta. Se fosse preciso, dormiriam ali.

A pressão incessante, sempre muito alegre, se estendeu das 15h30 até o início da noite, paralisando parte da região nobre de São Paulo. Por volta das 19 horas, o coordenador da Marielle Vive, Felipe Vono, comunicou que o proprietário concordou em receber oficialmente uma proposta de habitação popular do MTST para o local. As duas partes, enfim, abriram diálogo e começaram a negociar.

As famílias do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto vão prosseguir na luta por seu direito à moradia digna, e para que o terreno da Ocupação Marielle Vive na Estrada do Corredor, 219, tenha sua função social respeitada, em acordo com a Constitução.

MTST, A LUTA É PRA VALER

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