Hortas Comunitárias do MTST | Comida Sem Veneno na Periferia

Alimentos orgânicos na dieta popular e respeito pelo meio ambiente

Enquanto o governo de Jair Bolsonaro liberava 262 novos tipos de agrotóxicos, apenas na primeira metade do ano, e ignorava mais de 15 dias consecutivos de queimadas na Amazônia, militantes e acampados do MTST tratavam de plantar hortas comunitárias e alimentos livres de veneno. Locais antes inutilizados, dentro e fora das ocupações do movimento, têm se tornado espaços onde alimentos são produzidos com total respeito às pessoas que os consumirão — e à sua saúde — e ao meio ambiente — nosso futuro.

A ideia das hortas comunitárias nasceu da necessidade latente de combater a fome e discutir segurança alimentar com o povo da periferia que, de modo geral, é levado pela falta de dinheiro e de informação a consumir enlatados e ultraprocessados em demasia. Mas não apenas isso, nas hortas também há espaço para debater os males causados pelo agronegócio — grande pilar de apoio do novo governo federal –, desde o prato envenenado até a floresta incendiada ou desmatada.

Um exemplo dessa mobilização é a Horta Chico Mendes, plantada dentro da Ocupação Esperança Vermelha, na zona leste de São Paulo. Do plantio até a colheita, passando pela construção de um minhocário e de uma composteira, assentados e militantes cuidam coletivamente de todo o processo e, na hora de comer o fruto desse trabalho, sabem que estão ingerindo comida livre do agro (tóxico) brasileiro.

 MTST, A LUTA É PRA VALER!

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