As crianças e o futuro do movimento: “O Brasil é o MTST!”

Por Brigada de Comunicação

Durante o 3º Encontro Nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, realizado em Embu das Artes (SP), a presença das crianças foi destaque e a Brigada de Comunicação aproveitou o momento para um bate-papo animado e muito interessante sobre a forma como as novas gerações olham para o futuro e os próximos 20 anos do MTST.

Ao chegarmos na área de recreação, encontramos Douglas, Taiane e Carol, todos com 7 anos de idade e, entre uma risada e outra, no pula-pula, escutamos declarações muito espontâneas…

Douglas contou que veio do Rio de Janeiro, é flamenguista e esta é a primeira vez que vem a São Paulo. Também falou que gostou do evento porque “quando os adultos conversam, brinca com os novos amigos que está conhecendo”. Para ele, “o MTST é o Sem-Teto e por isso todo mundo é importante”.
Neste momento foi interrompido pela risada de Taiane, que afirmou “ser do Brasil” e que, para ela, “o MTST é a luta pra valer”! Sendo, em seguida, completada pela fala de Carol que afirmou o “MTST como sendo o país dela” e, então, as meninas começaram um divertido debate porque “se o MTST é o nosso país e estamos no Brasil então, o Brasil é o MTST!
Enquanto isso, no espaço de jogos e pintura facial, conhecemos Maicon (8 anos), Rodrigo (6 anos), os dois de São Paulo, e Diogo (12 anos), que também veio do Rio de Janeiro.

Durante o jogo com os colegas, Maicon disse estar muito feliz pelo fato de a mãe participar do MTST, e que o movimento é um lugar para aprender a fazer amigos. Diogo concorda porque os dois estão conversavam desde o primeiro dia do encontro, numa troca muito divertida. Para Rodrigo, que pediu para a tia da recreação pintar o seu rosto, “aqui é um lugar muito feliz”!

De repente, somos supreendidos com a chegada de Ávina (7 anos) e Gabriela (8 anos). Ávina afirmou que “adora o MTST porque todo mundo divide tudo”, enquanto Gabi comentou que “vai em todas as atividades e que está alegre porque a mãe, agora, está trabalhando no encontro”.

Após a conversa, nos despedimos e percebemos que o brincar é algo muito sério porque, em meio aos sorrisos e às vozes, as crianças constroem uma realidade onde tudo é partilhado, principalmente, a infância, e isso se mostra como uma das lições para as décadas que virão: “Fortalecer a coletividade!”

Longa vida e força ao MTST! Brasil, a luta é pra valer!

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