3º Encontro Nacional do MTST: viagens e expectativas de um povo

Por Brigada de Comunicação

 

O 3º Encontro Nacional do MTST foi uma grande oportunidade do movimento se conhecer melhor, por meio não apenas dos debates desenvolvidos nas mesas ou nos grupos de discussão, que tiveram vez nos dias 8 e 9 de dezembro na quadra da Escola Valdelice Aparecida Medeiros Prass, em Embu das Artes (SP). Mas também nas conversas, contatos, refeições compartilhadas e, é claro, na confraternização com direito a muito samba, que aconteceu no sábado à noite, véspera do ato-show de Caetano Veloso e cia.

Presente em 14 estados brasileiros, o MTST se enxergou e se reconheceu mais durante esses dias de atividades. Em companheiros e companheiras que, juntos, ajudam a consolidar um dos maiores e mais importantes movimentos sociais do país, sendo protagonista nas lutas da esquerda nacional.

A brigada de comunicação coletou alguns relatos de gente que viajou do Brasil todo, passando por muito chão até chegar a Embu e participar do Encontro Nacional.

Valdineia, Roraima

Valdinéia Souza é de Roraima, tem 40 anos e há um ano faz parte do movimento. Do seu estado vieram, ao todo, 5 pessoas. Foram 12 horas de estrada e, pelo menos, mais 8 horas de voo. O MTST tem 10 anos de existência em Roraima. Este foi o 1° encontro que Valdinéia fez parte e sua expectativa era conhecer ainda mais a estrutura e a luta do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto.

Cleito, Rio Grande do Sul


Cleiton Ribeiro, 37 anos, veio de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. A viagem foi tranquila, apesar do longo trajeto. Ele tinha uma boa expectativa pelo Encontro Nacional e via, principalmente, que não está sozinho na luta pela moradia. Foi sua primeira vez em São Paulo

Sérgio, Ceará

Sérgio Farias, coordenador do movimento no Ceará e dono de uma das falas mais elogiadas na mesa da tarde, veio de Fortaleza com um grupo de 50 pessoas. Para ele, a palavra que define é “felicidade pelo reencontro com os companheiros que vieram dos outros estados”.

Sebastian, Colômbia

Sebastian é de Cobian, na Colômbia. Ele é um dos representantes do Encontro Latino-Americano de Movimentos Urbanos. Seu grupo veio acompanhar os 20 anos do MTST, um marco entre povos da América Latina, buscando aprender mais.

Yargo, Ceará

Yargo Gurjão é do Ceará, tem 30 anos e atua na área de comunicação. Faz parte do Coletivo Nigéria, que existe desde 2010, mas cresceu consideravelmente em 2013, durante as jornadas de junho pelo país. Ele trabalha com documentários sociais, acompanha o MTST no Ceará desde o início da luta, e apoia as lutas sociais/pautas dos Direitos Humanos. Sua expectativa era conhecer as pessoas, as lutas e a dinâmica do MTST.

Alano, Goiás

Alano Luiz Neves, de 51 anos e meio (como ele mesmo frisa), havia chegado ao Encontro Nacional na véspera, ainda na quinta-feira. Veio junto de aproximadamente 45 companheiros e companheiras de Goiânia, capital de Goiás. Foram entre 18 e 20 horas de estrada, ao todo. Ele contou ter conversado com diversas pessoas, como coordenadores do movimento no Tocantins. Disse ter confirmado suas expectativas de encontrar muita positividade e luta, não sem antes explicar que a maioria da delegação goiana era torcedora do Goiás Esporte Clube, apesar de tanto vermelho.

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