Lutar não é crime! | Solidariedade às lideranças detidas da Ocupação Mauá e Prestes Maia

Na noite do dia 25 de fevereiro, por volta das 19 horas, houve uma ação da polícia, no subsolo da Ocupação Prestes Maia, na região da Luz, em SP. Os policiais civis abordaram as lideranças da ocupação afirmado que, pela passagem do subsolo de ligação de uma rua à outra, estariam transitando furtadores de celulares da região.
Mesmo sem conseguir comprovar nenhuma relação com os furtos e o local, policiais civis, deram voz de prisão para Silmara e Sukita, alegando que seriam responsáveis por furto de energia no prédio.
A situação se mostra descabida e um completo absurdo, considerando que as famílias moram há anos na ocupação e todos são cientes de que em ocupações, por pura omissão das concessionárias, não há energia regular.
Em tempos de pandemia e grave crise social, nos perguntamos: Como ficar sem luz ? Como morar num prédio com mais de 20 andares sem energia?
Também se mostra visível o descaso do poder público, que não fornece energia para a população de baixa renda, e quando fornece, o preço é extremamente elevado, o que aprofunda ainda mais a disparidade social.
Reforçando que tais prisões se inserem num contexto de constante perseguição aos sem-teto, trabalhadores e trabalhadoras que vêm sofrendo um sistemático processo de criminalização, na cidade de São Paulo.
Basta de perseguição! O Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) se solidariza às lideranças acusadas de furto de energia, sobretudo, durante a pandemia, quando as audiências de custódia têm sido muito difíceis.
Somamos força e voz ao pedido de imediata liberdade para Silmara e Sukita, das Ocupações Mauá e Prestes Maia e o fim da perseguição aos sem-teto.

Lutar não é Crime ! Quem ocupa não tem culpa!

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